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Metodologia e fontes

Como calculamos

Só arquivos oficiais do TSE: eleições 6257 (1º turno, 04/10/2026) e 6258 (2º turno, 25/10/2026), cargo Presidente. Dados gerados em 26/10/2026; nada é consultado no TSE enquanto você navega.

Quem fez e como falar com a gente

Responsável: Pedro Laterza.

Contato: DM no Instagram @soupedrolaterza.

Log de validação desta geração: validacao.md (legível) e validacao.json (completo).

Arquivos usados

Só arquivos oficiais do TSE. Nenhuma outra fonte de votos.

Os boletins de urna dos dois turnos (arquivos bweb) trazem aptos, comparecimento, abertura, encerramento, habilitados sem a biometria e junta apuradora, todos com campo confirmado no leiame do próprio arquivo.

Validação: só publicamos se bater

Para cada município, a soma das seções (aptos, comparecimento, votos válidos, Flávio, Lula, outros, branco e nulo) é comparada ao JSON oficial do portal do TSE da cidade, nos dois turnos. Se a diferença passar de 0,1% do comparecimento, a build falha e nada é publicado. Nesta geração, 5.716 cidades foram conferidas e 5.715 ficaram idênticas em todos os campos.

A exceção registrada é Trípoli (exterior), no 2º turno: sua única seção não teve nenhum votante, e por isso não aparece nos arquivos abertos. Aptos e comparecimento dessa cidade no 2º turno aparecem como “sem dado publicado”.

No total do Brasil, os aptos somados dos boletins ficam 495 (1º turno) e 525 (2º turno) abaixo do portal. A diferença está toda no exterior: 41 cidades sem seção instalada, sem boletim, e a seção de Trípoli no 2º turno.

Nulos técnicos: o arquivo aberto traz votos de uma candidatura (número 28) que o portal não conta como válida. Como o portal, somamos esses votos ao nulo. A diferença por município está no log de validação.

Testes obrigatórios conferidos a cada build, com os números do portal: Campos dos Goytacazes/RJ, Silva Jardim/RJ e Brasil, além dos testes de borda (candidato sem voto no 1º turno, nome de cidade repetido, seção agregada única, cidade com menos de 20 seções).

Fórmulas

Voto válido é o voto em candidato. Branco e nulo não entram em voto válido e não vão para nenhum candidato.

percentual do candidato = votos do candidato ÷ votos válidos
abstenção = aptos − comparecimento
outros (1º turno) = votos válidos − Flávio − Lula
crescimento absoluto = votos no 2º turno − votos no 1º turno
crescimento percentual = crescimento absoluto ÷ votos no 1º turno   (só se votos no 1º > 0; senão "sem voto no 1º turno")
variação em pontos = percentual nos válidos no 2º − percentual no 1º

Frase de destaque e cores do cartão. O cartão da tela inicial mostra a primeira situação que se aplica: virada (quem estava atrás no 1º turno terminou na frente); um candidato perdeu votos enquanto o outro ganhou; um ganhou menos de 10% do que o outro ganhou (com o outro ganhando ao menos 50 votos); quem venceu cresceu menos, em percentual, do que quem perdeu; e, se nada disso acontece, como mudou a diferença entre os dois. Verde marca o maior crescimento percentual e vermelho o menor. É uma comparação de saldos: não diz por que os números mudaram.

Votos livres é um termo nosso, de explicação, não do TSE. Votos livres = votos válidos de candidatos que saíram da disputa + crescimento dos votos válidos.

votos livres = outros (1º turno) + (votos válidos no 2º − votos válidos no 1º)
se votos livres > 0:
  fatia do Lula   = crescimento do Lula ÷ votos livres
  fatia do Flávio = crescimento do Flávio ÷ votos livres
se votos livres ≤ 0: "não houve voto livre no saldo"

As duas fatias somam 100%. Uma delas pode ser negativa quando um candidato perde votos no saldo. Isto é saldo: o total não diz quem trocou de voto, quem faltou ou quem voltou.

Horário das urnas. Para cada seção, duração = encerramento − abertura. Por cidade e por turno mostramos medianas (nunca médias) de abertura, encerramento e duração, e o primeiro e o terceiro quartil da duração (método inclusivo).

horário de Brasília = horário da urna + ajuste do fuso da UF
Acre: +2h · Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima: +1h · demais: 0h
exterior: sem conversão nesta versão (horário do país)

Comparação com vizinhos. Grupo = UF + município + zona + local de votação (o mesmo número de local se repete em zonas diferentes). Usa o 2º turno.

p = mediana do percentual do Flávio nas outras seções do grupo (sem a própria seção)
n = votos válidos da seção; x = votos do Flávio na seção
desvio em votos = n × p − x        (votos esperados pela mediana menos observados)
desvio padronizado z = (x − n × p) ÷ √(n × p × (1 − p))      (aproximação binomial)
limite = Φ⁻¹(1 − 0,05 ÷ (2 × N)),  N = seções testadas         (correção de Bonferroni)
Nesta geração: N = 477.010, limite = 5,32

Selo “Acima” quando |z| passa do limite; “Dentro” quando não passa; “Medido” quando p é 0% ou 100% (sem variância para comparar). Seção sozinha no local fica “sem vizinhos no mesmo local para comparar” e não entra no ranking. Seção com menos de 30 votos válidos leva o aviso “seção pequena, poucos votos mudam muito o percentual”.

Benchmark. Cada cidade vale um ponto. A mediana do estado e a do Brasil são as medianas, entre as cidades, do crescimento percentual do Lula, do crescimento percentual do Flávio e da fatia do Lula nos votos livres. Cidades sem valor definido ficam de fora daquela mediana. Exterior é comparado só com o exterior.

Limites de cada verificação

  • Soma das seções x portal: confere números publicados pelo próprio TSE em dois arquivos; não confere a urna.
  • Votos iguais ao comparecimento e comparecimento até os aptos: contas internas de cada boletim.
  • Boletim igual ao arquivo de seções: os dois vêm do TSE; não é conferência com o boletim impresso.
  • Vizinhos: a aproximação binomial ignora diferenças reais entre seções do mesmo local (por exemplo, perfil de eleitores por ordem de inscrição), então marca mais seções do que o acaso explicaria. Diferente dos vizinhos não prova irregularidade.
  • Horário: relógio da urna, no fuso local. Encerramento é o fim do fechamento, não a hora do último voto. Fernando de Noronha e as cidades do oeste do Amazonas têm fuso diferente do da UF e não são tratadas à parte nesta versão.
  • Habilitados sem a biometria: o boletim não diz o motivo nem em quem a pessoa votou.
  • Mapa: posição pela mediana das coordenadas dos locais de votação do arquivo de locais do TSE; é ilustrativo.
  • Sugestões da busca: entre nomes parecidos, as cidades com mais eleitores aparecem primeiro, porque não medimos o que é mais buscado (não há rastreamento).

O que a plataforma não verifica

  • Assinatura digital, cadeia e soma criptográfica dos boletins: não verificado nesta versão.
  • Registros (logs) das urnas e a hora de cada voto.
  • Boletim impresso comparado com o digital.
  • O programa dentro da urna e o voto individual, que é secreto.
  • Comparação com 2022 e 2018 (fica para a versão 2, com arquivos históricos validados).
  • Ocorrências sem campo no leiame do boletim: prorrogação, urna de contingência (o arquivo só traz a urna efetivada) e dados recuperados. Também não há campo de modelo da urna nem de tipo de apuração. Por isso não aparecem.

Registro de alterações

  • Versão 1.0, 29/10/2026 23:46: primeira geração, com votacao_secao_2026_BR (gerado em 26/10/2026), boletins de urna dos dois turnos e JSON do portal de 5.757 municípios.

Qualquer atualização é uma nova geração estática, com nova data e nova linha aqui.